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AMSTERDÃ

A primeira coisa que a gente vê quando chega no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, é a seguinte placa: "Você está quatro metros abaixo do nível do mar". Quatro metros? Uma cidade dessas não pode ser normal. As pessoas tomam chá e conversam nas portas das casas do século 16 como se a capital da Holanda ainda fosse uma cidadezinha do interior. Amsterdã é a terra do cada um na sua. Se você já passou dos 35 e sempre sonhou com a Londres flower-power dos anos 60, pode recuperar o tempo perdido nesta cidade com eterna vocação para hippie. Aqui, com certeza, a cantora Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil) não seria barrada como já foi na Disneylândia, quando seus cabelos em tom azul-pavão chamavam mais atenção do que o Mickey. Pelo contrário, passaria despercebida. Cabeças bem mais tecnicolor do que a dela balançam a caminho dos canais de Jordaan, o bairro moderninho das lojas que vendem coisas como chuveiros de duas cabeças, cogumelos esquisitos, essências afrodisíacas e porcos de pelúcia com florzinhas.

Bem, surpresa nem tão agradável você pode ter ao alugar uma bicicleta, para conhecer a cidade do jeitinho holandês - é preciso ser bamba para desviar dos trilhos dos bondes, que parecem ser feitos sob medida para encaixar os pneus. No inverno, porém, eles são substituídos pelos patins de gelo, porque os canais congelam e a cidade inteira sai patinando, risonha, enquanto a vida segue bem abaixo de zero. Pode ser a animação das garotas do bairro da Luz Vermelha, que ganhou fama no mundo inteiro graças às suas lojas de sexo explícito e às vitrines de moças seminuas. O lado underground de Amsterdã é forte, mas você não precisa se preocupar: não há violência na cidade. Só não tente fotografar o bairro, porque alguém pode aparecer de repente para lhe convencer do contrário. Bem perto do bairro com as mulheres seminuas nas vitrines há um antigo convento, o Begijnhof, onde senhoras católicas cuidam dos pobres e doentes. Não é preciso pagar para entrar no convento, nem falar com ninguém. Lá ainda estão preservadas a casa mais antiga de Amsterdã, de 1420 (no número 34), e uma igreja inglesa do século 15. Curioso é que, uma vez lá dentro, a gente se sente no céu. Anjos e demônios também andam de braços dados pela Praça Dam, o coração da cidade. Ali perto funciona a Christmas World, a maior loja de enfeites e presentes de Natal do mundo (ainda maior que as de Nova York) e que, ao contrário do que o tema sugere, fica aberta o ano inteiro. Bem ao lado, ficam as garçonetes do bar Teasers, que trabalham de fio dental e miniblusas. Em plena hora do almoço, o clima é de inferninho animado, mas quem se importa? Nessa terra não se espia a vida dos outros, por mais tentadora e esquisita que seja. "Em Amsterdã você pode ser você mesma", resume uma estudante holandesa de cabelo roxo e espetado. Bem, Amsterdã pode ser surpreendente para os outros, porque os holandeses nem ligam. Há tanta coisa bacana para fazer na cidade que talvez você incorpore o espírito holandês e nem repare mais na vizinhança amalucada. O tão comentado jeito anticonvencional de Amsterdã, das sex shops, da maconha liberada e dos gays seminus é apenas a curiosa parte de uma cultura que preza, acima de tudo, a liberdade individual. Além de tolerante, a cidade é muito bem-educada.

Essa mania de ser diferente espalha-se por toda a cidade, inclusive na arquitetura. Para conferir, entre no barco que faz o tour pela cidade, um passeio realmente obrigatório. Sente-se junto às janelas, peça um refrigerante e fique atento às histórias dos guias (não se preocupe com o idioma, porque eles falam até espanhol), para aprender o que é ser holandês, do comportamento à moradia. O barco continua seu tour e você, cada vez mais feliz por ter aportado na cidade certa. Ou você se lembra de alguma outra que tenha um enorme navio do século 18 na porta de um museu? Amsterdã tem, bem diante do Scheepvaart, o seu museu marítimo, onde está ancorado um barco de piratas. Quer continuar estarrecido? Saiba que em Amsterdã existem mais de 50 museus, de todos os tipos que você imaginar, como o da tortura, o erótico ou o único museu de tatuagens do mundo. É um museu de cultura e geografia que reproduz modos de vida do mundo todo. Amsterdã tem também alguns dos melhores museus de pintura do planeta. Os mais importantes, que abrigam os maiores acervos de Van Gogh, de Rembrandt e da arte moderna holandesa, ficam todos numa mesma praça.

Amsterdã pode ser musa de qualquer pintor, porque tem tantos detalhes coloridos - em qualquer buraco que você entrar, verá inusitadas combinações de cores - e ao seu redor, como um campo de flores que se estende por 30 quilômetros na estrada. Vá vê-los no café De Jaren, que tem um terraço por cima do Rio Amstel, ou no De Kroon, defronte à Praça Rembrandt. Ou vá dançar no West Pacific, uma antiga refinaria onde acontecem espetáculos e concertos. Pouca gente sabe, mas a primeira colônia chinesa de que se tem notícia no Ocidente surgiu nesta terra, que prega a aceitação do outro. Entre num deles e vá, aos poucos, entendendo o espiríto de Amsterdã.

 

 

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